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Sobre Camapuã

Letra: Etevaldo Vieira – Música: Paulo Moreira

Qual verde pluma dos sutis palmares,
Volvendo as colinas ventanias calmas,
É Camapuã entre serras e vales,
Filha da beleza e a mãe das almas,
Acalenta ao seio o solitário andante,
Recebe outros filhos com dom fraternal;
Com cânticos alegres nas manhãs brumosas,
Nas noites de névoas as relvas plumosas,
É Camapuã, estandarte sem rival.

Refrão

Sereia encantada de amor infinito,
Princesa do Vale, Princesa do amor,
Ao soprar das brisas de auras fogosas
Sibilando aos ares na paz do Senhor…

Saudoso João da Mota e outros gigantes
Intrépidos heróis que creram e venceram
Ernesto Sólon Borges e Faustino Rosa
Políticos astutos que aqui cresceram
Terra centenária de séculos de glória
Rota das Monções ao Oeste imponente
Eterno Varadouro de Camapuã
Espalhou fagulhas e raízes cristãs
Ecos de bravura como em ouro reluzente.

Refrão

Passado eterno revestido em flores,
Círios vestais de alegria e pureza…
É Camapuã desdobrando em colinas,
A brisa oscilante mostra a realeza.
Na magia dos píncaros das serras altosas,
Passado dourado de plumas brilhantes;
Superfície verde de relvas intensas,
Pedaço de terra desta Pátria imensa,
É Camapuã com seus filhos pujantes.

Refrão

Cantando a pureza da terra gentil
Raios de glórias deslizando aos vales…
Na dança das pétalas das flores sutis,
Dançando alegre n’amplidão dos ares;
Nos penhascos ínvios e cerros celestes,
O verde dos leques das palmeiras mil;
É Camapuã cidade abençoada,
Porque nossa terra despertou de um nada,
Hoje é celebrada em todo o Brasil.

Refrão

Em 1593, os jesuítas espanhóis, procedendo da região de Guairá e subindo o rio nilo e depois o rio Pardo, se estabeleceram com uma redução à margem do ribeirão Camapuã, a 18,0;km do Porto de desembarque no Rio Pardo e a 3,0;km abaixo da atual cidade de Camapuã. Essa redução dos jesuítas concentrou, na época, um grande número de índios catequizados, foi construída pelos paulistas, por volta de 1650, e tornou-se pouso das bandeiras que demandavam no rio Coxim, rumo às minas de Cuiabá. A rota das longas viagens, de São Paulo a Cuiabá (obra de 530 léguas por via fluvial desde Araritaguava, salvo no varadouro de Camapuã, que os irmãos Lemes abriram, em 1723, entre o sanguessuga, afluente do rio Pardo e o Coxim, criaram a necessidade de um sítio de abastecimento e proteção aos navegantes). Pela região passou Manoel Dias da Silva que, em 1739, organizou força em Goyaz para enfrentar os castelhanos, que depois marchou para o Sul. Terminada a febre do ouro e as penetrações das bandeiras, o local caiu em completo abandono. Ao longo dos anos muitos aventureiros atraídos pela lenda de tesouros valiosos mas sem êxito. Mais tarde Júlio Baís fincou rancho, instalando-se com a sua comitiva e encontrou apenas ossadas humanas.

 

O início do seu repovoamento origina-se no início do século XX, quando a região já havia inúmeras e prósperas fazendas de criação de gado e agricultura. Alguns fazendeiros (como Francisco Faustino Alves, Protázio Paulino de Melo, Joaquim Capestana, Benedito Bonfim, Camilo Bonfim e Lázaro Faustino) solicitaram por intermédio da Prefeitura de Coxim a criação do Patrimônio de Camapuã. Essa pretensão se realizou com a Lei nº 845 de 3 de novembro de 1921, em que o governo do estado reservou 3.600 hectares para a povoação de Camapuã, no município de Coxim. Em 1924, João da Mota costruiu no lugar a primeira casa comercial. E logo iniciou a construção de uma igrejinha, mas não foi possível concluir pois o mesmo faleceu. Em 19 de maio de 1933 (pelo Decreto nº. 272) foi criado o Distrito de Paz de Camapuã administrado pela Comarca de Coxim, sendo instalado em 22 de julho de 1933 (teve como primeiro Juiz de Paz Manoel Alves Rodrigues e como primeiro Escrivão de Paz e Oficial do Registro Civil, Lafaiete Djalma Coelho). O Decreto nº. 319, de 30 de outubro de 1933, reserva 500 hectares para o patrimônio da povoação de Camapuã, no Município de Coxim. A Lei nº. 134, de 30 de setembro de 1948 transformou Camapuã em Município.

 

Em 1977 o município passa a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul.

Camapuã é um município brasileiro da região Centro-Oeste, situado no estado de Mato Grosso do Sul. A cidade fica próxima da capital do estado, a menos de 150 km.
 
 
O município de está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no centro de Mato Grosso do Sul (Microrregião do Alto Taquari). Localiza-se na latitude de 19º31?51? Sul e longitude de 54°02?38? Oeste. Distâncias: 137 km da capital estadual (Campo Grande) 997 km da capital federal (Brasília).

GEOGRAFIA FÍSICA
Solo Latossolo roxo Relevo e altitude Está a uma altitude de 409 m. Clima, temperatura e pluviosidade Está sob influência do clima tropical (AW).

HIDROGRAFIA
Está sob influência da Bacia do Rio da Prata.

VEGETAÇÃO
Se localiza na região de influência do Cerrado.

GEOGRAFIA POLÍTICA
Fuso horário
Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação a Greenwich.

AREA
Ocupa uma superfície de 6 230,0 km².

SUBDIVISÕES
Camapuã (sede), Ponte do Rio Verde e Pontinha do Coxo.

ARREDORES
Faz divisas com os municípios de São Gabriel do Oeste, Costa Rica, Figueirão, Água Clara, Bandeirantes e Ribas do Rio Pardo.